‘Aquarius’ é eleito o 4º melhor filme do ano pela principal revista de cinema

Por guilherme genestreti

A tradicional revista francesa ‘Cahiers du Cinéma’ elegeu o filme brasileiro “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, como o quarto melhor longa-metragem de 2016.

À frente da obra nacional estão a comédia alemã “Toni Erdmann”, o thriller francês “Elle”, e o terror dinamarquês “Demônio de Neon” –este, uma escolha para lá de controversa. Do total, cinco dos dez filmes são franceses.

Outro fato que chama a atenção é que os sete primeiros colocados na lista são filmes que foram exibidos na edição deste ano do Festival de Cannes: abaixo dos quatro já citados, há “Ma Loute”, de Bruno Dumont, “Julieta”, de Pedro Almodóvar, e “Na Vertical”, de Alain Guiraudie.

Sonia Braga em cena do filme "Aquarius", de Kleber Mendonca Filho, que participa da competicao do Festival de Cannes 2016  FOTO Divulgacao ***DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM***
Sonia Braga em cena do filme “Aquarius”, de Kleber Mendonca Filho, que participou da competição do Festival de Cannes (Foto: Divulgação)

Tida como a ‘bíblia do cinema’, a publicação sexagenária é considerada a principal revista sobre o gênero no mundo. E publica todos os anos a sua lista com os melhores filmes do período. Em 2015, o eleito foi “Minha Mãe”, do italiano Nanni Moretti.

“Aquarius”, que ganhou os noticiários também pelo protesto anti-impeachment encampado pela equipe do filme, aborda a história de Clara (Sonia Braga), uma viúva em pé de guerra com a construtora que tem planos de demolir o prédio em que ela vive. Com público de, até o momento, 350 mil pessoas, é o 12º longa nacional mais visto do ano.

Veja lista completa da “Cahiers du Cinéma”:

1. “Toni Erdmann”, de Maren Ade
2. “Elle”, de Paul Verhoeven
3. “O Demônio de Neon”, de Nicolas Winding Refn
4. “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho
5. “Ma Loute”, de Bruno Dumont
6. “Julieta”, de Pedro Almodóvar
7. “Na Vertical”, de Alain Guiraudie
8. “La Loi de La Jungle”, de Antonin Peretjatko
9. “Carol”, de Todd Haynes
10. “Le bois dont les rêves sont faits”, de Claire Simon

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