‘Limite’ lidera os cem melhores filmes brasileiros; veja lista feita pela crítica

Por guilherme genestreti

Obra experimental lançada em 1931, “Limite”, de Mário Peixoto, foi escolhido como o filme nacional mais importante de todos os tempos, segundo a Abraccine, associação que reúne mais de uma centena de críticos cinematográficos brasileiros.

A lista, que contempla cem títulos, foi divulgada na tarde desta quinta (26).

“Limite” é um filme mudo que impressiona pela complexidade de suas imagens. Na narrativa, três pessoas que se encontram no limite de suas angústias se veem num barco à deriva. Em flashbacks, Peixoto conta o que se passou com cada um dos três. Um resumo bem-humorado do filme foi publicado pela “Ilustrada” neste ano, quando versão restaurada do longa foi exibida na Mostra de São Paulo.

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Cena do filme “Limite” (1931), de Mário Peixoto

Glauber Rocha, figura símbolo do cinema novo, aparece com cinco dos cem filmes, incluindo o segundo lugar – “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964)– e o quinto colocado: “Terra em Transe” (1967).

Hector Babenco é outro que aparece com múltiplos longas: quatro, no total, começando com “Pixote: A Lei do Mais Fraco” (1981), na 12ª posição. Rogério Sganzerla também aparece com quatro títulos, incluindo o sexto colocado: “O Bandido da Luz Vermelha” (1968).

O documentarista Eduardo Coutinho está com três longas, incluindo o quarto colocado: “Cabra Marcado para Morrer” (1984).

A retomada, período que já dura 20 anos e que compreende toda a recuperação do cinema brasileiro após o marasmo da Era Collor aparece com 30 filmes, quase um terço do total: o mais bem colocado de todos é “Cidade de Deus” (2002), de Fernando Meirelles, em oitavo lugar.

Othon Bastos em cena de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha
Cena do filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha

Confira a seguir a lista completa:

1. Limite (1931), de Mario Peixoto

2. Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha

3. Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos

4. Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho

5. Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha

6. O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla

7. São Paulo S/A (1965), de Luís Sérgio Person

8. Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles

9. O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte

10. Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade

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Cena do filme “Central do Brasil” (1998), de Walter Salles

11. Central do Brasil (1998), de Walter Salles

12. Pixote, a Lei do Mais Fraco (1981), de Hector Babenco

13. Ilha das Flores (1989), de Jorge Furtado

14. Eles Não Usam Black-Tie (1981), de Leon Hirszman

15. O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho

16. Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho

17. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho

18. Bye Bye, Brasil (1979), de Carlos Diegues

19. Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias

20. São Bernardo (1974), de Leon Hirszman

Cena do filme "Bang Bang" (1971), de Andrea Tonacci
Cena do filme “Bang Bang” (1971), de Andrea Tonacci

21. Iracema, uma Transa Amazônica (1975), de Jorge Bodansky e Orlando Senna

22. Noite Vazia (1964), de Walter Hugo Khouri

23. Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra

24. Ganga Bruta (1933), de Humberto Mauro

25. Bang Bang (1971), de Andrea Tonacci

26. A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1968), de Roberto Santos

27. Rio, 40 Graus (1955), de Nelson Pereira dos Santos

28. Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho

29. Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos

30. Tropa de Elite (2007), de José Padilha

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Cena do filme “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro” (2010), de José Padilha

31. O Padre e a Moça (1965), de Joaquim Pedro de Andrade

32. Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci

33. Santiago (2007), de João Moreira Salles

34. O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha

35. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (2010), de José Padilha

36. O Invasor (2002), de Beto Brant

37. Todas as Mulheres do Mundo (1967), de Domingos Oliveira

38. Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), de Julio Bressane

39. Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto

40. Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra

Cena do filme "Sem Essa Aranha" (1970), de Rogério Sganzerla
Cena do filme “Sem Essa Aranha” (1970), de Rogério Sganzerla

41. O Homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga

42. A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral

43. Sem Essa Aranha (1970), de Rogério Sganzerla

44. SuperOutro (1989), de Edgard Navarro

45. Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach

46. À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins

47. Terra Estrangeira (1996), de Walter Salles e Daniela Thomas

48. A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla

49. Rio, Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos

50. Alma Corsária (1993), de Carlos Reichenbach

 

Cena do filme "Madame Satã" (2000), de Karim Ainouz
Cena do filme “Madame Satã” (2000), de Karim Ainouz

51. A Margem (1967), de Ozualdo Candeias

52. Toda Nudez Será Castigada (1973), de Arnaldo Jabor

53. Madame Satã (2000), de Karim Ainouz

54. A Falecida (1965), de Leon Hirzman

55. O Despertar da Besta – Ritual dos Sádicos (1969), de José Mojica Marins

56. Tudo Bem (1978), de Arnaldo Jabor (1978)

57. A Idade da Terra (1980), de Glauber Rocha

58. Abril Despedaçado (2001), de Walter Salles

59. O Grande Momento (1958), de Roberto Santos

60. O Lobo Atrás da Porta (2014), de Fernando Coimbra

O Caso dos Irmãos Naves
Cena do filme “O Caso dos Irmãos Naves” (1967), de Luís Sérgio Person

61. O Beijo da Mulher-Aranha (1985), de Hector Babenco

62. O Homem que Virou Suco (1980), de João Batista de Andrade

63. O Auto da Compadecida (1999), de Guel Arraes

64. O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto

65. A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Junior

66. O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luís Sérgio Person

67. Ônibus 174 (2002), de José Padilha

68. O Anjo Nasceu (1969), de Julio Bressane

69. Meu Nome é… Tonho (1969), de Ozualdo Candeias

70. O Céu de Suely (2006), de Karim Ainouz

Cena do filme "Que Horas Ela Volta" (2015), de Anna Muylaert
Cena do filme “Que Horas Ela Volta” (2015), de Anna Muylaert

71. Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert

72. Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bondanzky

73. Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda

74. Estômago (2010), de Marcos Jorge

75. Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes

76. Baile Perfumado (1997), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira

77. Pra Frente, Brasil (1982), de Roberto Farias

78. Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1976), de Hector Babenco

79. O Viajante (1999), de Paulo Cezar Saraceni

80. Anjos do Arrabalde (1987), de Carlos Reichenbach

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Cena do filme “Os Inconfidentes” (1972), de Joaquim Pedro de Andrade

81. Mar de Rosas (1977), de Ana Carolina

82. O País de São Saruê (1971), de Vladimir Carvalho

83. A Marvada Carne (1985), de André Klotzel

84. Sargento Getúlio (1983), de Hermano Penna

85. Inocência (1983), de Walter Lima Jr.

86. Amarelo Manga (2002), de Cláudio Assis

87. Os Saltimbancos Trapalhões (1981), de J.B. Tanko

88. Di (1977), de Glauber Rocha

89. Os Inconfidentes (1972), de Joaquim Pedro de Andrade

90. Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1966), de José Mojica Marins

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Cena do filme “Meteorango Kid, Herói Intergalático” (1969), de André Luis Oliveira

91. Cabaret Mineiro (1980), de Carlos Alberto Prates Correia

92. Chuvas de Verão (1977), de Carlos Diegues

93. Dois Córregos (1999), de Carlos Reichenbach

94. Aruanda (1960), de Linduarte Noronha

95. Carandiru (2003), de Hector Babenco

96. Blá Blá Blá (1968), de Andrea Tonacci

97. O Signo do Caos (2003), de Rogério Sganzerla

98. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), de Cao Hamburger

99. Meteorango Kid, Herói Intergalático (1969), de André Luis Oliveira

100. Guerra Conjugal (1975), de Joaquim Pedro de Andrade, e “Bar Esperança, o Último que Fecha” (1983), de Hugo Carvana (EMPATADOS)